Narcolepsia

narcolepsia é o distúrbio que causa situações de sonolência incontrolável durante o dia, mesmo que a pessoa tenha dormido tempo suficiente na noite anterior. O portador de narcolepsia adormece subitamente, pois seu corpo não resiste ao sono, e isso ocorre principalmente em situações de monotonia, como reuniões enfadonhas ou enquanto se está dirigindo, por exemplo. Esses cochilos duram até um hora, e ao acordar a pessoa sente-se descansada.

O sintoma característico da narcolepsia é a cataplexia, fenômeno em que ocorre a perda do tônus muscular, que pode atingir todo o corpo ou ser localizada. Quando a perda de tônus se dá em apenas um grupo muscular, acontecem coisas como os joelhos se dobrarem ou a pessoa deixar cair algo que está segurando. No caso em que todo o corpo é atingido, a pessoa cai ao chão, podendo machucar-se seriamente na queda. Apesar de não conseguir mexer os músculos afetados durante alguns minutos, o indivíduo continua consciente. A cataplexia geralmente é desencadeada por emoções fortes e diversas, como medo, susto, raiva, alegria, irritação e outras.

Há ainda outros dois sintomas associados à narcolepsia, embora os portadores do distúrbio, em sua maioria, não apresentem todos eles: um é a paralisia do sono e o outro são as alucinações hipnagógicas ou hipnopômpicas, que acontecem ao adormecer e ao despertar, respectivamente. A pessoa tem ilusões visuais e auditivas, como se estivesse sonhando, mas está acordada. Essas alucinações são uma manifestação distorcida do sono REM, estágio em que sonhamos.

Embora os sintomas ajudem a indicar a existência do distúrbio, o diagnóstico de narcolepsia só pode ser confirmado através do exame de polissonografia. Acredita-se que o problema tenha relação direta com a deficiência de neurônios produtores do peptídeo hipocretina, substância responsável pela regulação do ciclo de sono e vigília. Considera-se também que deve haver uma predisposição genética para o desenvolvimento do problema. Antes da narcolepsia ser identificada, é comum a portador dela sofrer com o estigma de preguiçoso, pois as pessoas do seu convívio não entendem que o excesso de sonolência diurna é uma desordem do organismo.

O tratamento é feito com medicamentos estimulantes, que reduzem a sonolência diurna, e antidepressivos, que ajudam a controlar os episódios de cataplexia, as alucinações e a paralisia do sono. Também são estabelecidos horários em que o paciente deve cochilar ao longo do dia, pois quem tem narcolepsia precisa desses momentos de sono breve para se manter disposto e produtivo. A pessoa é orientada a não dirigir, manusear máquinas nem fazer atividades que exijam atenção constante e envolvam riscos, além de evitar situações que provoquem emoções intensas, para prevenir a ocorrência de cataplexia.

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