Terror noturno

O terror noturno é um problema quase que exclusivamente infantil, com incidência de menos de 1% entre adultos. Os pequenos na faixa dos 3 aos 5 anos são os mais afetados. A criança com terror noturno parece acordar assustada no meio da noite, mas na verdade ela continua dormindo. É comum os pais serem despertados com os gritos e a encontrarem sentada na cama, com expressão de medo no rosto e outros sintomas como ritmo cardíaco acelerado, respiração ofegante e suor excessivo. Os episódios costumam acontecer cerca de duas horas após a criança ter começado a dormir, quando ela está na quarta fase do sono.

Durante a crise de terror noturno, a criança não responde a estímulos externos, pois seu cérebro ainda está dormindo profundamente e ela não tem consciência do que acontece à sua volta. Por isso a presença dos pais ou de qualquer outra pessoa não é capaz de acalmá-la, bem como nada do que disserem a ela será ouvido. Recomenda-se não tentar acordar a criança, pois não há necessidade de interromper o seu sono. A crise pode durar de cinco a 30 minutos. Passado esse tempo, o pequeno tranquiliza-se por si mesmo, volta a dormir e no dia seguinte não tem nenhuma lembrança do ocorrido. Em alguns casos, a criança com terror noturno também apresenta sonambulismo.

Segundo os médicos, o problema não está relacionado a desordens psicológicas. Embora as causas ainda não sejam conhecidas, acredita-se que o sistema nervoso central muito jovem seja um fator que influencia na ocorrência dos episódios de terror noturno. A genética também possui grande influência, pois já foi observado que é comum quem sofre com terror noturno ter um parente que passou por isso. Além disso, certas situações podem favorecer a ocorrência de crises, como febre e estômago muito cheio. Hábitos capazes de tornar o sono instável, como horário de dormir irregular e exposição a computador, televisão e videogame pouco tempo antes de ir para a cama também devem ser evitados.

As crises tendem a desaparecer à medida que a criança cresce, por isso o distúrbio não deve ser motivo de maiores preocupações. O acompanhamento médico só é necessário quando a criança manifesta o problema com frequência e leva muito tempo para se acalmar. Nesses casos, o médico avalia a necessidade de intervenção com medicamentos que tornam o sono mais estável.

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